Música na PUC Minas

09/02/2010

O embrião de conteúdos (ou apenas embrião) é um site concebido pelos (e para os) cursos do Coração Eucarístico da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas para divulgar a produção de alunos, ex-alunos, funcionários e professores da instituição.
 
Aqui são publicados trabalhos de todas as áreas da comunicação feitos por alunos, ex-alunos, professores e funcionários da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, nas seguintes modalidades: artigos científicos, campanhas de comunicação, crítica e produção cultural, eventos, cursos e seminários, textos de opinião e jornalísticos, fotografia, vídeo, rádio, projetos experimentais, sites e blogs.
 
Para enviar seu trabalho, basta digitalizá-lo e publicá-lo na web. Em seguida, envie para o portalembriao@gmail.com uma mensagem com a ficha técnica e sinopse de seu trabalho. Nossos professores avaliarão e publicarão aqui o que você fez!

De 8 a 26 de fevereiro, a Secretaria de Cultura e Assuntos Comunitários – SECAC receberá inscrições de membros da comunidade acadêmica – alunos, professores e funcionários – para formação de grupos musicais acústicos* e/ou para apresentações em projetos culturais da PUC Minas.

Sob a coordenação do maestro Marco Antônio Drumond, os grupos serão formados por instrumentistas com experiência, selecionados através de testes que acontecerão no mês de março.

Os encontros do(s) grupo(s) serão realizados às quartas-feiras, das 13h30 às 14h30, no campus Coração Eucarístico.

INSCRIÇÕES
SECAC/Cultura – prédio 3 – sala 219 – campus Coração Eucarístico
Segunda a sexta – 9h às 12h | 14h às 18h
Tel: 3319-4421

* Excluem-se instrumentos elétricos, eletrônicos e também bateria e demais percussões.

Projeto experimental: The cursed light

08/02/2010

“O trailer cinematográfico é considerado por uns como uma estratégia de vendas e por outros uma peça artística. Com o desenvolvimento da tecnologia e da internet houve uma grande difusão de produtos audiovisuais amadores, por assim dizer. Este estudo tem o interesse de pesquisar e analisar as características dos trailers cinematográficos ligando estas a essas produções audiovisuais independentes com o formato do trailer, porém sem o intuito de vender nenhum filme, tendo em vista que não há uma história nem um filme por trás dessa produção, que aqui denominamos por trailers independentes. Por fim, o trabalho resulta na produção de um trailer independente, fazendo uso das informações, linguagem e características desses produtos audiovisuais, obtidas durante a pesquisa.”

Este é o resumo do Projeto Experimental concluído na PUC Minas no segundo semestre de 2009. Os alunos do oitavo período de Publicidade e Propaganda dividiram o trabalho em duas etapas: primeiro, pesquisaram e escreveram monografia sobre o trailer cinematográfico tradicional e o trailer independente; segundo, criaram, produziram e dirigiram um trailer independente.

O trabalho foi aprovado com nota máxima. Um dos resultados finais, o trailer produzido pelos alunos, você vê aqui no Embrião.

The cursed light. Projeto experimental desenvolvido pelos alunos de Publicidade e Propaganda: Danielli Rios Villacis, Desirée Aguiar Suzuki, Marcelo Victor de Carvalho Ferreira, Marina Alves Assunpção, Pedro Henrique Bahia Duarte, Raphael Faria Melo Freitas.

Orientadores: Robertson Mayrink e Marcos Palmer

Guerra ao terror: o inferno nas ruas

05/02/2010
Por Robertson Mayrink, professor de cinema e criação publicitária da Faculdade de Comunicação e Artes/PUC Minas.

 

O cenário é Bagdá, ocupada pelos americanos. Um pequeno robô sobre esteiras anda pela rua deserta, ao lado de um trilho, até chegar a um embrulho. À distância, três soldados controlam o robô e visualizam o que ele encontrou: uma potente bomba. Os soldados fazem parte do esquadrão antibombas do exército americano, sua função é localizar e desarmar os artefatos, incluindo terroristas suicidas.

 

O robô não consegue terminar a tarefa e um dos soldados deve substituí-lo. Vestido com pesados trajes especiais, o sargento caminha lentamente pela rua. Os companheiros vigiam cada movimento suspeito que pode vir da janela, da rua lateral, de trás do carro, de dentro do açougue. A narrativa é seca, sem trilha sonora, ouvem-se apenas os passos do soldado, sua respiração, os movimentos nervosos dos companheiros – suspense sem fim, ampliado pelos cortes bruscos e pela câmera tremida.

 

É o tom de Guerra ao terror (The hurt locker, EUA, 2008), de Kathryn Bigelow. Cada missão do esquadrão é uma longa, angustiante seqüência. A realidade de um exército inseguro pisando em território inimigo é evidenciada na lentidão das cenas, na ausência de trilha sonora durante todo o filme, no terror estampado em cada close do soldado que nunca sabe de onde vai sair o próximo tiro, na câmera que às vezes perde o enquadramento e quando volta se defronta com um atirador solitário ou um homem-bomba. Um simples iraquiano segurando uma câmera de vídeo em direção ao soldado assume o ar do mais perigoso atirador de elite.

 

O sargento William James (Jeremy Renner) é o especialista em desarmar as bombas e age como um suicida. Mas na solidão do quartel, entrega-se à sua incapacidade de às vezes salvar uma vida e volta com incompreensível ousadia na próxima missão. JT Sanborn (Anthony Mackie) é o atirador de elite, fica na retaguarda e seu aparente controle sucumbe nos momentos mais dramáticos, revelando o desespero naquela guerra inútil. Owen Eldridge (Brian Geraghty) é o inseguro soldado que completa a equipe, nunca sabe quando atirar, não esconde o medo e passa por sessões de terapia para vencer seu próprio conflito.

 

Distante daqueles filmes sobre missões heróicas que caracterizam o cinema de guerra americano, Guerra ao terror mostra que o único heroísmo para os soldados no Iraque ocupado é terminar mais um dia e contar o tempo para sair daquele inferno. Cada missão é um jogo de esconde-esconde nas ruas, nos prédios da cidade, no deserto. A diretora Kathryn Bigelow (do ótimo Caçadores de emoção) deixa o espectador entrar neste jogo de paciência, angústia e medo. Durante um ataque no deserto, Sanborn fica um tempo interminável com o fuzil apontado para um iraquiano morto na janela, até ter certeza de que não há mais atiradores. O rosto sujo de areia, a garganta seca, os olhos fixos no alvo, o dedo preso no gatilho, sabemos naquele momento que é um soldado no limite, como todos.

 

Kathryn Bigelow compôs, com seu olhar feminino, um dos mais aterradores retratos da guerra do Iraque, motivada pelo pretexto de acabar com os arsenais de destruição em massa de Sadam Hussein. Mas James, Sanborn e Owen sabem que a destruição pode estar escondida no porta malas de um carro ou no corpo de uma criança, cujos limites de destruição são de apenas alguns metros. Para os soldados, este é o verdadeiro terror da guerra.

Embrião entra de férias. Nos vemos em 2010!

18/12/2009

Finalizando o primeiro semestre de atividades, o embrião entra de férias.

Isso, no entanto, não quer dizer que você não poderá enviar seu
material.

Aproveite o recesso para experimentar bastante e produzir muito! Continuem enviando suas produções para portalembriao@gmail.com que a gente publica a partir de fevereiro, quando o embrião voltar a ser atualizado. Basta mandar as peças (ou o endereço de onde elas estejam postadas) com sinopse e ficha técnica, ok?

Além de produzir e selecionar trabalhos para publicar no embrião, aproveite as férias também para descansar, aproveitar a vida e, porque não, produzir seus próprios embriões!

Nos vemos em fevereiro!

Um abraço da equipe do embrião.

Vídeo – Goteira

18/12/2009

Um anúncio de 15 segundos para a gravadora som livre. O VT trabalha com a idéia de que a música está nos menores aspectos da vida cotidiana, as vezes de maneiras imperceptíveis.

A produção é dos alunos Caio Saldanha, Francisco Lelis, Iuri Bhering, João Alves e Pedro Estrela e foi conduzida na disciplina de Produção Audiovisual, do sexto período do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas.

Este trabalho envolve uma marca. O uso desta marca foi uma escolha dos alunos e deve ser encarado apenas como um exercício de produção acadêmica. O embrião, o curso de Comunicação Social e a PUC Minas não mantém qualquer tipo de relação comercial de publicidade com a marca citada.

Textos: Jornal Marco – 269, 270 e 271

18/12/2009

O Marco é o jornal laboratório da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas.

Os professores e funcionários responsáveis pela condução do projeto são:

Diretora da Faculdade de Comunicação e Artes: Profa. Ivone de Lourdes Oliveira
Coordenadora do Curso de Comunicação / Coração Eucarístico: Profa. Glória Gomide
Coordenadora do Curso de Comunicação / São Gabriel: Profa. Daniela Serra
Coordenadora do Curso de Jornalismo: Profa. Maria Libia Araújo Barbosa

Editor: Prof. Fernando Lacerda
Subeditor: Profa. Maria Libia Araújo Barbosa
Editor gráfico: Prof. José Maria de Morais
Editor de fotografia: Prof. Eugênio Sávio

269Para a consolidação da edição número 269, que pode ser acessada por aqui, o Marco contou com os seguintes alunos:

Monitores de jornalismo: Clarisse Souza, Daniela Rezende, Diana Friche, Isabella Lacerda, Renata Marinho, Silvia Volpini, Thaís Maia, Bianca Araújo (São Gabriel).
Monitores de Fotografia: Maíra Cabral e Pâmella Ribeiro.
Monitor de Diagramação: Renard Campolina.

270Já para a edição 270, que você acessa por aqui, o Marco contou com os seguintes alunos:

Monitores de Jornalismo: Clarisse Souza, Daniela Rezende, Diana Friche, Isabella Lacerda, Renata Marinho, Thaís Maia, Bianca Araújo (São Gabriel).
Monitores de Fotografia: Maíra Cabral e Pâmella Ribeiro.
Monitor de Diagramação: Renard Campolina

271E na edição de número 271, que está aqui, os seguintes alunos foram os colaboradores:

Monitores de Jornalismo: Clarisse Souza, Daniela Rezende, Diana Friche, Isabella Lacerda, Renata Marinho, Thaís Maia, Bianca Araújo (São Gabriel).
Monitores de Fotografia: Maíra Cabral e Pâmella Ribeiro.
Monitor de Diagramação: Renard Campolina

Vídeo – Distorções

15/12/2009

Um curta metragem de ficção científica distópica. O trabalho do investigador, alguém que vê o mundo através dos efeitos dos alucinógenos legalizados que consome, é não encontrar o assassino, mas apenas determinar se o assassinato está ocorrendo dentro da lei.

Vídeo produzido por alunos do sexto período (manhã) do curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas. Ficha técnica completa:

Disciplina: Produção Audiovisual

Grupo/Produção:
Francisco Lelis
Iuri Bhering
João Alves
Pedro Estrela

Elenco:
Iuri Bhering
Pedro Estrela
Daniel Barbosa
Jaqueline Camargos
Rafael Fonseca

Trilha Sonora:
Iuri Bhering

Texturas:
http://enframed.deviantart.com
http://resurgidaresources.deviantart.com
http://aarondesign.deviantart.com

Ilustração: Gabriel Figueiredo

04/12/2009

conviteGabriel Figueiredo é aluno do 4º período de Publicidade e Propaganda da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas e ilustrou o livro “As preciosas coisas banais”.

O lançamento acontecerá no dia 12 de dezembro, sábado das 10:00 às 15:00.

Veja o convite, cuja ilustração também é de autoria do Gabriel.

Jornalista só com diploma

03/12/2009

A notícia abaixo foi enviada pela professora Sandra Freitas, da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas.

Jornalistas brasileiros conseguem mais uma vitória rumo ao restabelecimento da exigência do diploma. A PEC que tramita no Senado acaba de ser aprovada na CCJC do Senado. Senadores Demóstenes Torres (GO) e ACM Neto (BA), ambos do DEM, votaram contra.

Para saber mais, Visite Jornalista, só com diploma!

Bastardos Inglórios. Violência, humor e um novo contexto para fatos históricos.

03/12/2009

Adriana Almeida Amaral, aluna do 5° período do curso de Relações Públicas da PUC Minas. Trabalho acadêmico realizado para a disciplina de Cinema e Vídeo.

Em 2009, o cineasta Quentin Tarantino lançou mais um sucesso. Bastardos Inglórios (2009, EUA) [IMDB - Site oficial] credita ao artista o roteiro, a produção e a direção do filme. Conhecido por sua vasta referência cinematográfica, adquirida em grande parte antes de chegar à fama, quando ainda muito jovem trabalhou como atendente em uma locadora de filmes, o cineasta mistura em seus roteiros diálogos inteligentes, violência, gêneros diversos e música marcante.

Inserido na temática do cinema de autor, Tarantino mantém em seu estilo características das filmagens do cinema experimental e preserva suas influências trazidas da nouvelle vague francesa. Embora receba muitas críticas por apresentar em seus roteiros cópias de outras produções, o cineasta tem uma grande capacidade de usar suas referências para criar algo novo e surpreendente para o público.

Como não poderia deixar de ser, Bastardos Inglórios carrega as principais marcas de seu roteirista. Utilizando o contexto da França invadida pela Alemanha na 2ª Grande Guerra, Tarantino apresenta uma nova possibilidade de desfecho para os fatos. O filme começa em 1940 e dá um salto para 1944, quando é desenrolada a história. Assim como Pulp Fiction – Tempo de Violência e Kill Bill, a trama é segmentada em capítulos, deixando ainda mais clara a linearidade da história.

O filme é ambientado em um período de guerra e apresenta, como todos os enredos de Tarantino, uma boa carga de violência e cenas cômicas muito marcantes. As piadas, assim como as passagens mais fortes, ficam por conta do personagem de Brad Pitt, Tenente Aldo Raine, e sua tropa de judeus americanos que chegam à França com o comando de matar violentamente o maior número de nazistas possível, com o objetivo de incutir o medo no exército alemão. Além disso, a astúcia e perspicácia do Coronel Hanz Landa (Christoph Waltz) chama atenção do espectador que percebe neste personagem toda a inteligência característica dos diálogos e tramas de Tarantino. Para marcar esta diversidade de gêneros presentes no filme, a trilha sonora é muito bem trabalhada e tem papel fundamental para o enredo.

Embora haja uma infinidade de elementos para análise, é interessante dar atenção especial ao filme Orgulho da Nação, inserido no enredo de Bastardos Inglórios. Usando a metalinguagem, o diretor mostra detalhes sobre a produção e exibição de filmes na década de 1940. Orgulho da Nação é estrelado por um soldado nazista que vive um momento heróico quando, sozinho, luta contra uma tropa de 300 soldados. Orgulhosos com o seu empenho, os alemães decidem rodar o filme com o próprio soldado interpretando o papel principal.

Apesar das cenas serem mostradas em segundo plano, enquanto os espectadores assistem aos movimentos em torno da chegada de Hitler ao cinema e aguardam pela vingança de Shosanna Dreyfuss (Mélanie Laurent), é possível perceber que as imagens são de violência pura e simples, sem a preocupação das filmagens serem equivalentes à época do filme. Ou seja, notoriamente os recursos de filmagens utilizados não são compatíveis para a época. Podemos interpretar esta sequência como uma crítica aos filmes de ação atuais, nos quais não existem tramas ou roteiros e sim um mocinho lutando e vencendo uma infinidade de vilões. Esta inserção de Tarantino é mais um gênero para a miscelânea de temáticas abordadas por ele em um mesmo filme.

Após todas essas considerações, vale dizer que Bastardos Inglórios, embora se passe em uma Grande Guerra, não traz como principal tema a violência, pois estas cenas são minoria dentro das 2h40min de exibição. O que fica é a inteligência da trama e a fantasia de um final emocionante para fatos cruéis da história mundial.